UNITEL anuncia compensação a clientes com créditos e serviços após ataque cibernético em Angola
A operadora angolana avançou com medidas de compensação depois de um ataque cibernético ter provocado vários dias de perturbações nos serviços de voz, dados móveis e Internet.

UNITEL anuncia compensação a clientes após ataque cibernético
A operadora angolana UNITEL anunciou medidas de compensação destinadas aos clientes afectados pelo ataque cibernético que provocou graves perturbações nos serviços de telecomunicações em Angola.
O incidente afectou a disponibilidade de serviços de voz, dados móveis e acesso à Internet, deixando milhões de utilizadores com dificuldades de comunicação e acesso a plataformas digitais durante o período de interrupção.
Como resposta aos transtornos causados pela falha, a empresa avançou com medidas de compensação, incluindo a disponibilização de créditos e benefícios associados aos serviços utilizados pelos clientes afectados.
Ataque afectou serviços em todo o território
O ataque cibernético à infraestrutura tecnológica da UNITEL foi identificado na madrugada de 28 de julho de 2026.
Segundo as informações divulgadas pela operadora, o incidente teve impacto sobre os serviços de chamadas, dados móveis e Internet, afectando clientes particulares e empresas em diferentes regiões de Angola.
A dimensão da interrupção tornou o episódio particularmente significativo, tendo em conta a forte presença da UNITEL no mercado angolano de telecomunicações.
Milhões de clientes enfrentaram dificuldades
Durante a interrupção, muitos utilizadores relataram dificuldades para efectuar e receber chamadas, utilizar aplicações dependentes da Internet e aceder a serviços digitais.
O impacto também foi sentido por empresas e outras organizações que dependem das telecomunicações para manter contactos com clientes, realizar operações e assegurar o funcionamento normal das suas actividades.
A falha demonstrou a importância das redes de telecomunicações para o funcionamento da economia e para a comunicação diária de milhões de cidadãos.
UNITEL activou mecanismos de resposta
Após detectar o incidente, a operadora informou que activou os seus mecanismos de resposta e contenção, mobilizando equipas técnicas e de cibersegurança para reduzir os efeitos do ataque e recuperar os sistemas afectados.
A reposição dos serviços ocorreu de forma progressiva, à medida que diferentes componentes da infraestrutura tecnológica voltavam a funcionar.
Nos dias seguintes ao ataque, a empresa anunciou a recuperação da cobertura das redes móveis e o restabelecimento de alguns serviços, incluindo o envio de mensagens SMS e canais de recarga.
Recuperação foi feita de forma gradual
O processo de normalização não aconteceu de forma imediata. A recuperação dos serviços decorreu gradualmente, com diferentes tecnologias e regiões a voltarem à normalidade em momentos distintos.
A UNITEL informou posteriormente que a cobertura das redes 2G e 3G tinha sido reposta a nível nacional, enquanto outros serviços continuavam em processo de recuperação.
A operadora manteve os trabalhos técnicos para alcançar a normalização completa da sua infraestrutura.
Clientes recebem medidas de compensação
Depois dos constrangimentos provocados pelo incidente, a UNITEL avançou com medidas destinadas a compensar os clientes afectados pela indisponibilidade e pelas limitações verificadas nos serviços.
As compensações incluem benefícios relacionados com créditos e serviços, numa tentativa de reduzir o impacto causado pelo período de interrupção.
A medida surge num contexto de forte pressão sobre a operadora, depois de milhões de utilizadores terem ficado temporariamente sem acesso normal aos serviços de telecomunicações.
Ataque ocorreu num momento importante para a empresa
O incidente aconteceu numa altura particularmente sensível para a UNITEL, coincidindo com um período importante na trajectória empresarial da operadora e na sua entrada no mercado de capitais angolano.
A situação aumentou a atenção sobre a capacidade de resposta da empresa perante incidentes tecnológicos de grande dimensão e sobre a segurança das infraestruturas digitais consideradas essenciais.
Apesar das perturbações, a empresa prosseguiu com o processo de recuperação dos seus sistemas e de normalização dos serviços.
Cibersegurança ganha maior importância
O caso da UNITEL voltou a colocar em evidência os riscos que ataques cibernéticos representam para empresas responsáveis por infraestruturas críticas.
Uma interrupção de grande escala numa rede de telecomunicações pode afectar não apenas os clientes directos, mas também empresas, serviços públicos, sistemas de pagamento e outras actividades dependentes da conectividade digital.
O episódio reforça a necessidade de investimento contínuo em mecanismos de prevenção, protecção e recuperação perante ameaças informáticas.
UNITEL continua processo de normalização
A operadora informou que os trabalhos técnicos continuaram após a recuperação inicial dos serviços, com o objectivo de assegurar a normalização completa da rede.
O ataque, descrito pela empresa como deliberado e malicioso, provocou vários dias de perturbações antes da recuperação progressiva das comunicações móveis e dos serviços de dados.
A compensação anunciada procura responder aos prejuízos e inconvenientes enfrentados pelos clientes durante um dos maiores incidentes tecnológicos registados recentemente no sector das telecomunicações em Angola.
Fonte: UNITEL / Lusa / Voz do Índico
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